quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Capítulo 18

O texto abaixo é fruto de uma aula de dramaturgia.


A procura

Num estúdio de uma rádio em São Paulo. Uma senhora de aproximadamente 75 anos, se ajeita na cadeira e se aproxima do microfone: - Alô, alô, já pode falar moço? Então tá, vou começar. (A senhora desdobra o papel que traz em suas mãos com algumas anotações). Meu nome é Maria de Lourdes de Oliveira e eu sou da cidade de Monte Castelo, perto do Mato Grosso do Sul, mas ainda é São Paulo lá. (Era visível o nervosismo em sua voz). Eu viajei 15 horas de ônibus porque eu queria participar aqui do programa. Tenho uma amiga, a Amelinha que conhece minha história. Foi ela que me incentivou a vir pra cá, pra ver se eu consigo encontrar essa pessoa que eu quero achar. O nome dele é João Pedro Garcia Lopes. O Pedrinho, que é como eu o chamava. Ele também morava em Monte Castelo e a gente namorava até ele ter de ir embora. Isso foi em 1964. Pedrinho foi servir o exército e o pobrezinho teve que ir pra um monte de lugar, Rio de Janeiro, São Paulo e depois eu não sei mais. Bom, Pedrinho, se você estiver ouvindo quem ta falando aqui é a Lola. Pedrinho, eu vim até aqui porque há muito tempo eu não tenho notícia sua. No começo, logo que você foi, a gente ainda trocava carta. E quando era um mês bom, que sobrava um dinheirinho eu lembro que você ligava no bar do seu Juca, que era na esquina de casa, era dar um espirro e caia lá. Pedrinho, sou eu, sua namorada, a Lola. Lembra quando era de final de semana a gente sempre ia ao parque que tinha na entrada da cidade. Toda santa vez que a gente tava na roda gigante você fazia a mesma brincadeira boba, me abraçava e dizia que a gente ia pular, eu ficava brava, mais tão brava, que jurava pra mim mesma que quando chegasse lá embaixo nunca mais olhava pra você. Ah, Pedrinho e você ria, ria tanto que até perdia o fôlego. E depois me comprava algodão doce e balões em formato de coração e fazia cada declaração de amor no meio do parque. Ah, você dizia cada coisa tão linda. Sabia que eu adorava aquelas coisas todas. Ai, aqueles tempos, de sexta a gente sempre sentava no banco da praça ouvindo os moços que vinham de fora tocar viola. A gente ficava ali até acabar o show. Foi ali naqueles banquinhos que você disse tantas vezes que eu era a mulher mais linda desse mundo e que só seria feliz do meu lado. A aventura da minha foi o Pedrinho que fez eu fazer. Eu menti pra mamãe e papai, eles que me perdoem onde quer que estejam (ela ri envergonhada). Eu disse que ia viajar com a Soninha, pra casa dos tios dela, mas na verdade eu fui pra Araçatuba com o Pedrinho. Foi a primeira vez que eu durmi com alguém e também a última. Pedrinho, há mais de vinte anos não tenho notícias suas, nem uma carta, nem nada. Sabe que muita gente maldosa disse que você só me enganou esse tempo todo, que eu parecia uma boba andando pra cima e pra baixo com o anel de compromisso que você me deu. Mas eu sempre acreditei que você ia voltar, e eu sei que a gente ainda vai se encontrar. A Filomena, que morava na casinha verde do lado da igreja, toda vez que me vê diz “Ihh Lourdes, ele deve estar com outra, casado, com neto até, ou então deve ter morrido.” No começo eu me irritava tanto, mais tanto, ah, nem te conto o que tinha vontade de fazer com ela, mas agora, eu passo e finjo que não ouvi nada. Eu queria pedir pra você Pedrinho, pra me ligar, eu fico em São Paulo até sábado, então domingo eu já to em Monte Castelo. Agora, tem telefone lá em casa, olha, meu número é 37 ...(Maria de Lourde pára quando vê o assistente da rádio acenando pra ela) ah?..que... ah, o moço da rádio disse que eu não posso dar o número aqui, mas eu vou deixar com ele, liga Pedrinho, liga aqui na rádio que ele te dá o meu número. Eu sei que deve ter acontecido alguma coisa muito séria pra você não poder mais me procurar. Mas se quiser, pode ligar a cobrar viu, não tem problema não. Tchau. Um beijo. (Ela meio que se levanta e quando está tirando o fone se lembra de algo). Eh, moço, ainda dá tempo de dizer uma coisinha? (O assistente faz um sinal pra ir rápido com a mão) Pedrinho, não precisa ter medo de me procurar, porque eu ainda te amo, mais a cada dia.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Capítulo 17

Há músicas que não envelhecem, que ficam pra sempre. Que por mais tempo que tenha passado desde que foram compostas, elas ainda se encaixam perfeitamente numa situação dos dias de hoje. Cresci ouvindo Roberto Carlos. Literalmente. E assitindo aos especiais de fim de ano, pra tradição ser completa. Provavelmente herdarei do meu pai toda a coleção do rei. Nela há discos de vinil, fitas cassete e cd; algumas raridades que resistiram ao tempo. Pode parecer a coisa mais brega, mas nunca pensei que as músicas que eu vivia cantando fariam algum sentido, a ponto de transformá-las em trilha sonora de alguns momentos que passaram. Roberto Carlos também é bom de ouvir na voz de Marisa Monte. Melhor ainda na de Bethânia (que é ótima, até quando desafina). Tenho minhas músicas preferidas, que devem ser as de boa parte da população brasileira também, rss. No entanto, cometo a loucura de fazer um top 5 (mania que não vai embora) com as melhores.
1 - Outra vez
2- Detalhes
3- Amor perfeito
4- Como vai você
5 - Amada amante

Humf, não devia ter feito, rss, deixei várias que eu adoroooo de fora. Enquanto boa parte das mulheres sonham com Chico Buarque (ele é o máximo!), o idolatram loucamente. Bom, eu prefiro Roberto Carlos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Capítulo 16

"Quero um amor à primeira vista". É a frase do dia que está martelando na minha cabeça até agora. Não acredito nisso. Ou até acredito. Não sei. Acho que preciso vivenciar uma situação assim. Ah, quer saber, eu também quero um!

Trilha sonora

I Can See Clearly Now

I can see clearly now the rain is gone.
I can see all obstacles in my way.
Gone are the dark clouds that had me blind.
It's gonna be a bright (bright)bright (bright) sunshiny day.
It's gonna be a bright (bright)bright (bright) sunshiny day.
I think I can make it now the pain is gone.
All of the bad feelings have disappeared.
Here is the rainbow I've been praying for.
It's gonna be a bright (bright)bright (bright) sunshiny day.
(ooh...) Look all around, there's nothing but blue skies.
Look straight ahead, there's nothing but blue skies.
I can see clearly now the rain is gone.
I can see all obstacles in my way.
Here’s the rainbow I’ve been praying for.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Capítulo 15

Ontem foi mais uma daquelas noites em que eu vejo a tv e sonho em ouvir "and the oscar goes to Juliana Portugal", hahahahahha, sonhar não custa nada. Enfim, não posso comentar nada da cerimônia porque dormi logo no início (cheguei no melhor ator coadjuvante). Graças aquelas retrospectivas de edições passadas que eles mostraram, fiquei hoje o dia inteiro com a música my heart will go on ( do Titanic, lembram??) na cabeça. Bom, o único filme que eu vi que faturou um Oscar foi.... Ratatouille (melhor animação), rsssss. Prometi a mim mesma ir mais ao cinema, sozinha, acompanhada, seja como for!!

Recadinho: Pessoal não mandei e-mail nenhum com o título Aceitamos todos os cartões. Portanto, não abram, pois é vírus. Depois vai dar probleminha no computador de vocês e não quero ninguém bravinho comigo, rsss, beijos para todos

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Capítulo 14

Parece que nunca mais vai parar de chover em São Paulo. É confortante trabalhar num domingo, olhar a janela e ver a chuva cair na cidade, é menos doloroso perder um final de semana da sua vida presa na redação. Por outro lado, só penso na minha cama quentinha, na tv, cobertor e chocolate.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Capítulo 13

Ja virou febre nacional, metrô, ônibus, pelas ruas da cidade, pessoas andando com seus fiéis acompanhantes: fones de ouvido. E dentro da bolsa, da mochila, na mão ou no bolso da calça pode estar um simples mp3 (o meu caso, rss) , um ipod, ou o mais moderno aparelhinho que toque música (que eu não tenho a menor idéia de qual seja). Pois bem, nesta manhã, dentro do ônibus, a moça do banco da frente tirou os fones de ouvido para guardá-los e qual não foi a minha surpresa quando vi que o "aparelhinho" dela era um walkman! Há quanto tempo não vi um desses por aí? Tive que conter a emoção e o riso. Tá, confesso, fiquei com vontade de rir muito alto, mas carinhosamente, na hora pensei no meu walkman. Lembrei de quando o ganhei, durante a Copa do Mundo de 94. Onde será que ele foi parar? Devo tê-lo perdido na última mudança. Se eu achar, prometo que vou levá-lo para dar umas voltinhas pela cidade, rs!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Capítulo 12

Se fosse possível voltar no tempo, o que você faria de diferente? De vem em quando me faço essa pergunta. E a resposta é quase sempre: faria um monte de coisa diferente. Podia ter feito outra faculdade, começado antes no teatro, viajado mais, falado menos, demonstrado mais. É meio frustrante perceber que nem sempre há uma segunda chance. Acho que todo mundo uma vez na vida devia ter a chance de voltar num determinado momento do passado. Seja pra concertá-lo ou para simplesmente vivenciá-lo novamente. Sei exatamente pra onde eu voltaria. Não, não concertaria nenhuma das minhas (muitas!) besteiras, acabei aprendendo com todas elas. Escolheria um dos dias da minha coleção "os mais felizes"; daqueles que qualquer lugar é o melhor lugar do mundo estando com quem se ama, que um olhar diz tudo e as palavras são desnecessárias. É, saudade dói.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Capítulo 11

Sensação de que está faltando alguma coisa. Ou muitas coisas. Mas ao mesmo tempo, a velha certeza de que é preciso muito pouco pra ser feliz.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Capítulo 10

Ano de eleições. Todo mundo fazendo campanha. Eu resolvi fazer uma campanha também: Leia a minha matéria!!! Tá, confesso que alguns dos assuntos não são os maia atrativos do mundo, mas ler e saber um pouquinho de tudo é importante. E eu também preciso melhorar meus argumentos, rsss. Bem, esta saiu hoje.

Planejar para ter lucro o ano inteiro
Estudo de logística ajuda empresários na hora de administrar

Juliana Portugal

Ao observar uma confeitaria às vésperas da Páscoa, muitos empresários até sentem despertar a vontade de abrir um negócio igual. Afinal com tanto movimento o lucro parece estar garantido. Certo ou errado? Correto, mas é preciso lembrar que esse mesmo empreendimento precisa sobreviver também nos outros meses do ano.
“O negócio tem de estar baseado num estudo de logística, para que assim tenha-se lucro em qualquer período do ano. E uma alternativa interessante pode ser a exportação”, afirma o consultor de Marketing do Sebrae-SP José Carmo Vieira Oliveira.
De acordo com o coordenador-geral do Provar, Claudio Felisoni de Angelo, a sazonalidade do varejo acontece basicamente em função das datas comemorativas, que têm o poder de alavancar as vendas. Em especial, Dia das Mães, Natal e Páscoa.
Fora essas datas, os produtos sazonais aproveitam estações do ano para conseguir a produção mais alta. No restante do tempo, porém, é preciso criar para manter o movimento.De Angelo exemplifica com o caso das sorveterias, que raramente comercializam somente sorvetes. “O pico de vendas acontece no verão. Mas, para os demais períodos, as sorveterias investem em pizzas e sucos, por exemplo.”
Oliveira concorda com a comercialização de maior variedade de itens e acrescenta. “Com uma gama de produtos variada é possível atender a um número maior de consumidores durante o ano todo.”
Conhecer o funcionamento do setor em que atua também é fundamental. Segundo Oliveira, com esses dados é mais fácil ter controle do estoque para que não sobre nem falte produtos. “Com um bom relacionamento com os clientes e esquema de divulgação não há risco de o negócio ser esquecido.”

DOCE NEGÓCIO

A confeiteira Giuliana Cupini sabe que a melhor época para o seu negócio é a Páscoa. No feriado, as vendas aumentam em cerca de 30%. “A Páscoa é a época do ano para fazermos o ‘pé de meia’.” O quadro de funcionários que normalmente conta com oito pessoas recebe o reforço de mais quatro. “Trabalhamos sábado, domingo sem descanso.” A produção começa em janeiro e chega a 400 quilos de chocolate.
Para sobreviver ao longo do ano, Giuliana investe numa variedade de itens para conquistar os consumidores.
Há ovos de gelatina, produtos diets, minibolos. Ela incrementa o portfólio para se adequar ao público e a época do ano.
“Com o tempo é possível perceber o que as pessoas mais gostam e fica mais fácil investir no produto que será melhor comercializado.”
Desde pequena Giuliana fazia doces. Aos 14 anos passou a vendê-los na escola. No vestibular optou por cursar Administração já pensando no próprio negócio. Depois, fez MBA na área de Marketing de Serviços para aprimorar atendimento ao cliente.
Paralelamente aos estudos, ela trabalhava numa multinacional, realizava pesquisas e estudos na área. “Numa viagem para Chicago percebi o quanto essa área é profissional”. Nesta época Giuliana produzir os doces em casa. Depois passou a alugar um espaço, onde também dava aulas.
Quando se sentiu preparada para abrir o próprio negócio, pediu demissão. “Não queria largar o emprego antes de ter uma estabilidade.” O ateliê de Giuliana funciona com atendimento especializado. Ainda este ano ela pretende abrir uma loja.

MARÉ BAIXA

O empresário Nicolas Katsorchis é proprietário da loja de moda praia Mar Egeu. O melhor período para o estabelecimento é de outubro a janeiro. “As vendas de final de ano representam 60% do faturamento anual.”
No entanto, Katsorchis também enfrenta o problema da sazonalidade. E a saída encontrada para driblá-la foi a exportação.
Há cinco anos Katsorchis passou a vender biquínis para a Europa e Estados Unidos. “Nos três primeiros anos nosso problema era 100% resolvido.”
Atualmente, mesmo vendendo para 25 países, a exportação já não resolve mais totalmente o problema. “Com a queda do dólar o preço do biquíni dobrou. O que impossibilita aumentar o volume de exportação.”Para se ter uma idéia, a exportação já representou 70% do faturamento da loja. Hoje, chega a 40%.
Enquanto o mercado de exportação não apresenta melhoras, Katsorchis investe em linhas exclusivas de biquínis.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Capítulo 9

Hoje não tem novidade por aqui. Mas calminha.. rss Hoje eu dou o ar da graça no www.hajasaco.zip.net . Passem por lá!!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Capítulo 8

Helena

Helena!
Helena?
Quem é Helena?
Quantas Helenas há nesse mundo?
Quantas são felizes?
Quantas são tristes?
Quantas se sentem realizadas neste momento?
Eu sou Helena.
Sou também a tristeza, a escuridão, a dor e a repressão.
Sinto-me presa, sempre, sempre presa a algo que desconheço, ou melhor, dizendo, conheço, mas não consigo exprimir em palavras o que sinto.
Não sei o que é liberdade, palavra e sensação que somente ouço falar.
Será que realmente existe?
Não aqui. Bem longe, talvez exista.
Eu sou Helena, sou mulher.
Estou aqui pra ser mulher, nunca fui, não me deixam.
Queria ser uma heroína, como as das histórias contadas nos livros.
Eu adoraria acordar deste sono profundo que me encontro, poder esquecer tudo.
Ter poderes para fazer com que tudo isso sumisse.
Para ser honesta, não sei se teria coragem, afinal tenho medo, não sou uma heroína de verdade, sou apenas Helena.
Não sei satisfazer minhas próprias vontades.
Dizer o que penso, eu já desaprendi.
Sou Helena, triste, sozinha, em um mundo sem cores, sem sons.
Sonhando, buscando um momento de liberdade, extravasando na arte o sentimento aprisionado; amor, paz, felicidade. Um dia serei feliz.
(20/10/2004)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Capítulo 7

Tenho um lado que muito se assemelha ao da personagem da Rennée Zellweger em A enfermeira Betty. Tá, é um pouco de exagero, não sou tão maluca assim. Mas já tive a minha fase apaixonada por um personagem de tv. Aliás, já tive várias fases, hehhe. Numa manhã, muito, mais muito cedo mesmo, zapeando os canais, eu o revi. Brandon Walsh. Perdi as contas de quantas vezes assiti Barrados no Baile e sonhava com ele. Mr Walsh estampou a capa da minha agenda em 1995. Enquanto muitas meninas queriam ser Cindy Crawford, eu queria ser Kelly Taylor. No auge da minha pirralhice, eu acreditava que aquele personagem bonito, inteligente, educado, politicamente correto, bem-humorado, bom em tudo que fazia fosse o cara perfeito. Foram boas temporadas suspirando por Brandon. Até que a fase "bad boys são interessantes" chegou. Daí passei achar o Dylan muito melhor. Era todo um conjunto. A moto, o jeito mais sexy do mundo na hora de fumar e aquele ar misterioso. Bom, mas como toda fase tem seu fim, essa acabou. E minhas atenções voltaram novamente para o Brandon. Lá estava eu, na cama, sei lá por quantos minutos embasbacada ( adoro essa palavra, mesmo sendo feia) com a minha descoberta. Pra minha tristeza, o único horário que a sony exibe o seriado é às 7h da manhã. Um desrespeito com seriados que já foram sucesso um dia. Será que um dia eu vou ver Friends às seis da manhã na warner? Enfim, a solução foi descobrir como funciona o vídeo casseste (não, eu não sabia, já viu quantas mil funções tem lá??). Brandon, happy valentine´s day!!!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Capítulo 6

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoasque nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei,
já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara" muitas vezes,
já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só pra escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!

Mas vivi!
E ainda Vivo!
Não passo pela vida... e você também não deveria passar.

Viva!

"Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante."
(Charles Chaplin)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Capítulo 5

Memórias de um celular

Eu estava ali, parado, jogado, destroçado num canto da sala. A queda foi feia. Não tinha mais conserto. A bateria de um lado, as placas do outro, a antena, ninguém mais viu. Eu estava destruído e certamente ninguém sentiria minha falta, já que hoje em dia aparelho celular é um objeto tão descartável. Mas, o que eu sei, aparelho nenhum vai saber.
A briga tinha sido feia. Se eu não acabasse partido pela sala, certamente teria me afogado entre tantas lágrimas. Eu não tinha culpa daquela discussão. Fui totalmente usado por ela. A culpa era dele. Somente dele. Ah, o amor.
Amor, do verbo amar. Um verbo intransitivo. Isso quer dizer a ação do sujeito não passa para um objeto ou para uma ação. Assim é o amor. A partir do momento que o sentimento se instala, não é preciso ter nada, nem ninguém para que o amor seja conjugado. O amor simplesmente surge. Às vezes, ele só precisa de um olhar mais atento para, ali paralisado por um breve instante, anunciar com batidas aceleradas do coração, que ele chegou.
Neste caso, o amor não chegou, o amor voltou. É sempre assim, quando você menos espera, seu coração bate mais rápido por um alguém. De novo aquele alguém, que foi tão difícil de esquecer, de quem você tanto fugiu, que nem queria ouvir o nome, esse alguém está de volta. Mas, afinal, será que eles haviam se esquecido realmente? Será que no fundo o amor não estava adormecido, esperando o melhor momento pra voltar?
Aposto que ele e ela nunca se esqueceram, dava pra perceber no olhar. Eles só não davam o braço a torcer. Na primeira vez que se reencontraram só havia espaço para sorrisos, abraços e muito carinho. Sobrava carinho até para mim e, modéstia à parte, alguns olhares também. Afinal, era eu quem trazia as mensagens, as fotos e as esperadas ligações, que chegavam a todo instante. Eu não tinha mais folga. Podia ser segunda, sábado, feriado, trabalho dobrado. Devo confessar que ele era bom nisso. Lembro-me de uma manhã chuvosa de domingo que toquei só pra dizer que estava com saudades. Quer dizer, ele sentia saudades. Eu só tinha sossego quando eles se encontravam, aí eu já não tinha mais serventia. Às vezes, ela até me desligava, para ter mais privacidade.
Não sei explicar o que aconteceu, para tudo mudar tão de repente. No amor não há explicação. Com o tempo ele mudou. Ela também. Ele não ligava, não aparecia. Ela fingia não perceber. Estava tudo bem, dizia.
Até o dia em que terminaram. Não entendi o porquê. Quando uma relação termina não há garantia que o sentimento termine também. O amor não morre jamais. O que passa é a paixão. O amor é eterno. A paixão é finita.
Eles tinham essa necessidade, mas deixaram passar. Não se permitiram viver um sentimento que é para poucos. Poucos têm o privilégio de saber o que é amar. A maioria não tem noção, a não ser, é claro, pelas novelas e histórias de contos de fada.
Mais difícil que falar sobre o amor, deve ser viver sem. Não passou muito tempo até que ele desse sinal que queria voltar. Ela era mais discreta, porém não escondia essa vontade. No meu último despertar, uma mensagem dele, “Amar é tentar esquecer e não conseguir fugir”.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Capítulo 4

Sabe quando você ouve uma música e acha que nunca mais vai conseguir ouvir outra em toda sua vida?? Pois é, aconteceu comigo. Me apaixonei por uma:P.D.A. (We just don´t care), do John Legend, que por uma coincidência (ou não) incrível foi gravada no Brasil. De ontem pra hoje, ela não parou de tocar no meu mp3 (já está fora de moda ter um mp3??). Devo ter escutado P.D.A. (We just don´t care) umas cem vezes, sem brincadeira. Nunca tinha ouvido falar nele. Se bem que sou tão distraída às vezes que é capaz de já ter lido sobre ele sim, rsss. Ele lançou o primeiro álbum em 2004, já ganhou cinco Grammy Award, além de parcerias com Jay-Z (o sr. Beyoncé), Lauryn Hill e Alicia Keys. Enfim, o cara é minha paixãozinha musical do momento. Essa música em especial é tão boa, daquelas que quando ouvimos dá vontade de sair dançando, sentir um ventinho no rosto, sex and the beach e uma boa companhia. Tentadora combinação.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Capítulo 3

Fim de semana, muito tempo livre. Aproveitei pra fazer algo de útil. Tentei arrumar minhas gavetas. É tentei, porque quando achei meus diários da época de adolescente o plano de arrumação foi por água abaixo. Descobri que a lógica de passar anos da sua vida anotando diariamente tudo que acontece da maneira mais detalhada possível, só tem uma razão: render boas risadas no futuro. Tenho saudade do colégio, as festinhas e matinês de fim de semana, as tardes fazendo trabalhos (mais tempo conversando, confesso). Alguns trechos, sem citar nomes, é claro, rsss
- "Eu nem acreditei que ele falou comigo. Minhas pernas estavam tremendo e sentia que meu rosto estava vermelho." - (agosto/1998)
- "A professora de artes descontou 0,5 da minha prova só porque ela me viu colando. Eu não tenho nem nota mais pra ser descontada. É injustiça atrás de injustiça nessa escola." (setembro/1998)
- "No recreio tive a impressão que ele ia vir falar comigo, aí eu entrei na cantina, comecei a andar mais rápido e esbarrei em praticamente todo mundo que estava lá" (outubro/1998)
- "Hoje eu cortei o cabelo. Ficou muito legal na hora. Agora descobri que ele só fica bom de um jeito: preso." (junho/1999)
- "Bom, ela só queria uma chance de se despedir dele. Aí, ela teve uma idéia ótima fazer uma festa na casa dela e claro, convidá-lo." (novembro/1999) - Esse merece comentário: A festa foi um sucesso. Apareceu muito mais gente do que previsto, não cabia mais ninguém na casa. Tinha fulano que nunca vi na vida abrindo a geladeira na maior intimidade, outro na sala assistindo novela, praticamente a festa do caqui. A única pessoa que não apareceu foi o dito cujo, rsss.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Capítulo 2

Não tem um dia que eu abra o jornal e tenha lá uma notícia mostrando a famosa X, Y, Z exibindo toda sua atitude, duvidosa no meu ponto de vista. A atitude pra elas é "pegar geral". É no carnaval, páscoa, o dia que for, lá estão elas mostrando todo o seus lados mais ogros. Não aguento mais ver a Ivete Sangalo na rádio, tv, site, internet dizendo que fica com quer, que tem poucas horas de sono em função da sua agitada vida sexual. Eu achava a Ivete divertida. Achava. Outra que vira e mexe tem momentos ótimos de egocentrismo é Preta Gil. Meu Deus, quem deu em cima dela pra ela se achar a última coca-cola do deserto? Só pode ter sido o Gianechini, que por sinal deve ser muito, muito, mas muito míope mesmo. Eu tenho um palpite, acredito que no futuro, essas super mulheres, vão acabar como a Dercy Gonçalves. Bom, elas já não falam nada com nada mesmo, falta só o palavrão a cada final de frase

Capítulo 1

Já tinha esquecido o trabalho que dá criar um blog, principalmente quando há milhões de engraçadinhos no mundo que fazem um e nunca mais o atualizam. Esses espertinhos só prendem o que seria um endereço bem bacana pro meu blog. Tá, confesso que nenhum dos nomes era algo tão original assim, até mesmo porque se fosse não teria gente usando. A maioria das minhas frustradas tentativas eram nomes de músicas. Algumas delas não vem ao caso citar, só tenho a agradecer que já estava no domínio de alguém. Do décimo segundo andar está no ar, não sei até quando, ehhehe. Enjoy it.