domingo, 30 de março de 2008

Capítulo 34

Há coisas na vida difíceis de acostumar-se. Uma delas é ter de trabalhar aos finais de semana. Pior, o domingo, que era um dia sagrado, família, descanso, pra encontrar os amigos, tornou-se um dia comum, como a segundaou a terça. Ok, já devia ter me acostumado pelos incontáveis domingos, sábados e feriados em que trabalhei, mas é praticamente impossível se acostumar com essa situação. Se eu ainda ganhasse por hora, rsss. É como se a semana tivesse duas segundas-feiras, se uma já é ruim, imaginem com duas.

Capítulo 33

"Quando estou longe, quero estar perto
Quando estou perto, quero estar dentro
Quando estou dentro, quero estar mudo
Quando estou mudo, quero dizer tudo"
(Itamar Assumpção)

quinta-feira, 27 de março de 2008

Capítulo 32

Por que as pessoas insistem em escrever usando sinais do tipo ): :( :^ . Ok, deve estar tudo errado, não sei decifrar essas coisinhas, pra mim é o mesmo que %$******#@@@@@. Ou seja, nada. Essa falha na comunicação geralmente acontecia no msn, onde eu simplesmente ignorava o ícone desconhecido e continuava a conversa, sem saber ao certo se a pessoa tava bem alegre ou bem triste. Eis, que recebo um e-mail no trabalho: :) (acho que era isso e só isso) ; caralho, o que é isso?? Lá vou eu ler todos os e-mails anteriores, nem lembrava mais o que era. Hummm, eu tinha pedido ajuda pra próxima pauta e ela respondeu :), logo isso queria dizer ok, ótimo, legal, bacana e, então, por que não usar uma destas palavrinhas??? Juro que eu iria entender bem mais rápido. Bom, confesso também que é muita má vontade de minha parte em não me interessar em aprender. Acho que já sou uma daquelas velhinhas que se negam a usar as novas tecnologias :)

domingo, 23 de março de 2008

Capítulo 31

As pessoas estão em constante transfomação. Ok, concordo. E nem teria muito como discordar. Somos bombardeados por tantas informações que vem da TV, rádio, internet, conversas diárias e acontecimentos em nossas vidas que no final é praticamente impossível que tenhamos ainda a mesma opinião e ajamos sa mesma maneira que costumávamos fazer. É uma teoria muito bonitinha até, mas já pararam pra pensar no uma simples mudança no seu gosto musical por exemplo pode causar? Você entra no carro de uma amiga e tá rolando um som que você não faz idéia do que seja. Ela começa a falar sobre o trabalho e você só pensa por que raios aquilo tá tocando. Aliás, quem tá cantando isso? Ela continua a contar seus problemas profissionais e pede sua opinião. Merda, você não tava prestando atenção em nada do que ela disse. "Cadê o cd da Marisa Monte?", você pergunta na maior cara de pau, como se nenhuma pergunta tivesse sido feito a você no segundo anterior. "Ishi, nem curto mais", é a resposta que você ouve. Uma facada no seu pobre coração. Como assim não curte mais? Desde quando? Por que? Algum tempo depois, você consegue pensar que ela tem todo direito de mudar de opinião musical quantas vezes quiser. Mas porra, pra que mudar se o gosto já era bom? É isso que me pergunto tantas vezes. O exemplo do gosto musical é só um exemplo mesmo. Há exemplos maiores. Pessoas que mudam de roupas, atitudes, empregos, sonhos e vontades. Daí, no instante seguinte você não as reconhece mais. Por que algumas pessoas mudam se já são muito legais, do tipo que até com defeitos são perfeitas? Talvez elas não se sentissem tão a vontade e decidiram que era hora de mudar. Mas pra quem tá do lado é um susto. Aí você se questiona o quanto suas constantes mudanças também te transformaram em outra pessoa? Será que sou outra? Será que também estou tão irreconhecível? Será que um dia voltaremos a ser o que éramos? Não, nessa pergunta você percebe que nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Nem eu, nem você, nada, nem ninguém.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Capítulo 30

Eva Longoria sem maquiagem. Essa era a notícia da capa do globo.com. Me preparei psicologicamente pras fotos que iria ver. Mais uma celebridade que sem um pó/base/corretivo não é nada. Quer dizer até é: uma pessoa assustadora. Hesitei alguns segundos (minha curiosidade sempre ganha, hehe) entre clicar e não clicar. Poxa, se eu abro e vejo que a mulher é o cão chupando manga, como é que eu posso continuar a assistir Desperate Housewives e querer ser ela? (É, eu não consigo ser imparcial. Tenho sempre um personagem preferido) Já me assustei com tantas famosas sem maquiagem, Jennifer Lopez, Madonna, Britney Spears, Christina Aguilera, Drew Barrymore e por aí vai, já que a lista é bemmm extensa. Bom, bastou um clique com o botão esquerdo do mouse para descobrir que ..sim, ela é linda até sem maquiagem!!! Ufa, que alívio, posso continuar dizendo que quando crescer quero ser parecida com ela, rsss.

Capítulo 29

No dia em que fui mais feliz..... esta é a primeira frase de Inverno, música de Adriana Calcanhoto. O resto da letra eu não sei, apesar de já tê-la ouvida centenas de vezes. Mas é incrível a viagem que essa música proporciona. Toda vez que a escuto é como se um filminho com todos os dias mais felizes passassem pela minha cabeça. Dias que tinham tudo pra serem lembrados como os piores, inexplicavelmente ficam marcados como os melhores. Bom, aí quando acaba a música bate uma nostalgia que vem acompanhada com várias interrogações. Quando será o próximo dia mais feliz?

terça-feira, 18 de março de 2008

Capítulo 28

Parece que atualmente todo mundo abraçou uma causa: cuidar dos animais, economizar água, adote uma criança, reciclagem, sustentabilidade e por aí vai. Não que essas questões não sejam importantes, mas cá entre nós, o que São Paulo precisava mesmo era de uma campanha do tipo "Por um milhão de pessoas a menos". Pode parecer um pouco preconceituosa, mas se você andar de metrô duas vezes por dia no horário de pico, ficar preso num trânsito de mais de 150 km, não conseguir uma vaguinha pra estacionar seu carro no shopping nem no G1, G2, quando chega no G3 sua paciência já foi ralo, se você acha que todo a turma que tava de manhã no metrô está a noite na mesma balada que você, se você passa mais tempo na fila do Mc Donald´s do que comendo o lanche, se até pra pegar o elevador do seu prédio você precisasse sair dez minutos antes porque até ele é super requisitado nesta cidade, você concordaria comigo.
Na boa, São Paulo seria uma cidade muito melhor com um milhão de pessoas a menos. Bom, melhor eu não tenho certeza, mas um pouco mais vazia com toda certeza. Precisamos de voluntários para esta campanha, rss.

domingo, 16 de março de 2008

Capítulo 27

"O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo."

quinta-feira, 13 de março de 2008

Capítulo 26

Um dia você chega em casa muito feliz porque ainda não são 19h30. Aí, você tem a brilhante idéia de assistir o melhor seriado do mundo Friends. 19h31, 19h32, tudo bem, a programação da Warner deve estar uns minutinhos atrasada já já começa. 19h33, 19h34, 19h35!! 5 minutos de atraso é demais! Lá vou eu conferir a programação, Friends, Friends, cadê??????? Não há mais Friends na warner às 19h30 e se ainda há deve ser de madrugada. Como assim, o meu seriado preferido não é mais digno de meia horinha diária no prime time Warner Channel?? Peraí, são 12 anos assistindo Ross, Rachel, Mônica, Joey, Chandler e Phoebe e assim do nada eles somem da minha tv. Ta, tudo bem, ta meio exagerado, principalmente pra quem tem praticamente todas as temporadas. Mas ver na tv a cabo é diferente. É aquela sensação de que mesmo já sabendo todos os episódios, eles não acabaram e ainda estão lá. Depois de quatro anos (o tempo passa, hein!!) acho que é hora de aceitar que acabou e não tem mais, né, que todo fim é assim mesmo.

PS. Se a Multishow tiver a brilhante idéia de mudar o horário ou tirar do ar Sex and the City, tem como me avisar antes? Assim já vou me preparando, rssss.

terça-feira, 11 de março de 2008

Capítulo 25

Mais um texto da Luana Clara, minha amiga Lu, forte candidata a herdar o blog, rsss. O PS. no final do texto é meu. Seria muita folga minha só escrever duas linhas, hehe.


O carteiro e a poeta
“Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas”. Tomo a liberdade para parafrasear Fernando Pessoa, que me acompanha desde quando eu não sabia o quanto era verdade o que ele dizia. Hoje li um texto em um blog e lembrei da primeira carta de amor que escrevi. Tinha sete anos e estava apaixonada pelo menino mais velho que morava em um prédio na rua de cima da minha casa, em Poços de Caldas. Ele era loiro e o cabelo liso escorria pela testa quando ele subia a rua com sua perna comprida e passos apressados. Acho que ele sabia que eu o vigiava. Por isso corria. Devia ter medo da maníaca do 75. Eu sabia exatamente o horário que ele ia passar em frente à minha casa (quão imprevisível pode ser a vida de um menino de 12 anos) e me escondia atrás do muro tão concentrada e silenciosamente, que podia ouvir a batida do coração dele ficando cada vez mais forte....E levantava a cabeça para olhar. Droga! Com certeza ele me via todas as vezes. Em uma dessas tardes escrevi a tal carta, enfentei, pintei com canetinha e passei um perfume com cheirinho de bebê. Dobrei, colei, segurei na mão trêmula e quando ele passou me dirigi eufórica à rua...e fui atropelada por um carro. Só podia ser um sinal. Cai no chão com a carta esmagada nas mãos. Ele jamais conheceria o conteúdo da carta, nem da ingênua alma apaixonada de uma menina de 7 anos. Primeiro grande trauma....Lembrança de uma carta ridícula. Mas nada se compara ao ridículo de escrever uma carta de amor aos 15 anos para o galãzinho da escola, que te conquistou no primeiro beijo, que abriu o portão do prédio quando todos os outros te empurravam para entrar primeiro, que te apresentou as delícias de um beijo escondido na escada de emergência quando tudo o que você tinha vivido era um beijo bem sem graça no ponto de ônibus. Pois bem, o que se segue já dá pra imaginar...Me apaixonei e escrevi uma carta vomitando tudo o que eu não tinha coragem de falar. Justamente porque eu achava tudo aquilo tão ridículo. A carta era minha proteção. E também a minha desgraça. Fiquei um dia inteiro sentada no chão do meu quarto, organizando as idéias, ouvindo músicas para me inspirar (confesso que a minha escolha foi vergonhosa!) e criando coragem para revelar para aquela pessoa que mal me conhecia o que não tinha coragem de contar nem à mim mesma. A carta estava pronta. E um belo dia depois da aula, me enchi de coragem e resolvi entregar. Não sei como eu consegui, mas o amor (ou qualquer sentimento tão doído quanto) me desprendeu de qualquer pudor e depois de encostá-lo em um canto, joguei a carta em sua mão e saí correndo. Alívio. E angústia. Foram 730 dias de espera e nada. Nem um obrigada! Nem uma reação, emoção ou qualquer tipo de comportamento humano diante de uma pessoa que se despiu da alma e a entregou nas mãos de um menino de 16 anos. Cheguei a pensar que a carta foi um sonho, mas tive a infelicidade de ter testemunhas por perto. Não poderia nem me dar ao luxo de me enganar. 730 dias de espera e 1 milhão e 500 mil dúvidas na minha cabeça. Não estava acostumada com tanto desprezo, mas serviu para me preparar para tantos outros que se seguiriam em minha vidaRecebi muitas cartas de amor também. Chorei com algumas, ri com outras, rasguei mais da metade, queimei umas poucas em ataques de fúria. Mas reagi diante daquele pedaço de papel que queria me dizer tantas coisas. Fico me perguntando o que ele fez com a minha carta. Às vezes acho que ele nem chegou a lê-la...Realmente, as cartas de amor são ridículas porque todos os sentimentos esdrúxulos são naturalmente ridículos. Mas pior ainda é quem não sente nada! Fico feliz em sentir meu coração ridículo batendo forte no peito até hoje; com ou sem cartas de amor.

PS. Lu, foi muito bom ler esse texto, me fez lembrar de váaarias cartinhas, recebidas e mandadas. Só queria deixar registrado que eu estava presente na entrega da carta dos 15 anos. E que quando você disse que talvez ele nem a tenha lido, me veio a memória o azul clarinho que vc usou em parte da carta, rssss, uma arma contra os míopes, rssss, mas acho que não era o caso dele, rs.

sábado, 8 de março de 2008

Capítulo 24

Pesquisando sobre Shakespeare, encontrei várias citações bem bacanas dele. Cada uma delas renderia boas conversas. Algumas eu coloco aqui:

“Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor”

“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto que a sente”

“Os homens de poucas palavras são os melhores”

“Se fiz alguma coisa boa em toda minha vida, dela me arrependo do fundo do meu coração”

“Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente”

“É um amor pobre aquele que se pode medir”

“Chorar é diminuir a profundidade da dor”

“É muito melhor viver sem felicidade do que sem amor”

“O passado e o futuro parecem-nos sempre melhores; o presente, sempre pior”

“Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim... E ter paciência para que a vida faça o resto...”

“Somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos”

“O amor é muito jovem para saber o que é consciência”

“Duvida da luz dos astros/ de que o sol tenha calor/ duvida até da verdade, mas confia em meu amor”

“Aprendi que as oportunidades nunca são perdidas, alguém vai aproveitar as que você perdeu”

“Ninguém é perfeito até que você se apaixone por esta pessoa.”

‘Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração”

sexta-feira, 7 de março de 2008

Capítulo 23

Irritando Juliana Portugal

1- Mentira
2- Atraso
3- Pessoas sem atitude
4- Gente mal humorada
5- Ouvir que qualquer coisa na zona leste é longe
6- Ter menos dinheiro na conta do que eu gostaria
7- Brad Pitt já ser casado
8- Não conseguir ler todos os livros que eu adoraria
9- Barbeiros de plantão no trânsito
10- Metrô lotado; metrô em greve, metrô com problema na linha 1-2-3, 4, 5, etc....
11- Gente que não atende celular, que não responde mensagem, e-mail, scrap
12- Não ter leite gelado
13- A famosa frase: a gente combina de fazer alguma coisa (e não combina nunca)
14- Elevador que nunca chega
15- Música alta vindo do MP3 alheio
16- Rinite
17- Pessoas que apertam a pasta de dente no meio
18- Trabalhar aos finais de semana e não ganhar pra isso

quinta-feira, 6 de março de 2008

Capítulo 22

Numa fase tão Romeu e Julieta, minha querida Pulipa achou este texto na Internet e me passou. De acordo com o site, a autoria é de Luís Fernando Veríssimo.


A VERDADE SOBRE ROMEU E JULIETA
Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor? São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno?Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão.Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool.Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu ,fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado.Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM.Romeu não saia sexta feira a noite para jogar futebol com os amigos e só voltava às 6h da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta).
Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estrias e celulite e histérica com muita coisa para fazer.Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha.Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado.Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu.
Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo.Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela.Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança.Romeu não tinha uma ex- mulher que infernizava a vida da Julieta.
Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu.Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para lá de ultrapassado, deixando- a sem saber onde enfiar a cara de vergonha...Por essas e por outras que eles morreram se amando...


PS. Eu quero um amor de Romeu e Julieta, rsss, tipo, muito cansada da vida real, rs!!

terça-feira, 4 de março de 2008

Capítulo 21

O texto de hoje é da minha querida amiga Luana Clara, sobre a teoria dos pratinhos, rssss. Abaixo tem a explicação de como tomei conhecimento dessa teoria

A bêbada e o equilibrista

Como todas as grandes bobagens do universo, a Teoria dos Pratinhos surgiu em uma mesa de bar, com cinco mulheres fofocando e tomando cerveja animadamente. Elas falavam sobre o emprego novo, a economia do país, a última aquisição fashion, futebol (epa, a história é minha e eu conto como quero!) e claro, o seu assunto preferido, os homens. Os homens e suas idiossincrasias. Os homens e sua crueldade inerente. Os homens e sua insensibilidade tão pura. Os homens e os seus defeitos arrebatadoramente encantadoras. Mas eis que, no auge da conversa, um garçom desajeitado, que tentava equilibrar 5 pratinhos em uma bandeja, derrubou um, que se estatelou no chão. Podia ser uma cena engraçada ou mais um prato que se quebrou no meio de tantos outros que já caíram ali, naquele mesmo bar, no mesmo pedaço de chão. Mas não foi. Foi uma facada no coração de uma mulher que se identificou mais com aquele pratinho do que com qualquer outro ser humano daquele ambiente. Imediatamente, pensou que o que o garçom fez com aquele objeto tão frágil, era o mesmo que tantos homens já fizeram com ela. Eles já haviam a equilibrado junto com outras com uma habilidade monstruosa e a mantinham na bandeja com ligações esporádicas, scraps no Orkut e cineminha em domingos chuvosos (quando o futebol com a galera do prédio já miou e o churrasco foi cancelado pelo mau tempo). O pior é saber que as mulheres que têm um lugar especial no coração dos homens jamais serão pratinhos. Afinal, os homens também não são seres tão inescrupulosos e jamais deixariam a mulher amada em uma situação de risco iminente, prestes a cair à qualquer momento. Por isso, eles também merecem o meu crédito. Na verdade a história dos pratinhos não é bem assim. Tem mais a ver com um equilibrista com pratos em uma varinha fina. Mas, não pelo duplo sentido da varinha, mas pela história do equilibrista e tal, resolvi adaptar para um garçom qualquer, de um pé sujo (delicioso) da Augusta. Eu ainda não sei se rio ou choro com essa história. Ando meio tonta...Não sei não, acho que estão me equilibrando em algum lugar.....


Conhecendo a teoria

- Conhece a teoria dos pratinhos? – A pergunta piscava na janela do msn.
Cara, que porra é essa? Humm.. será que tem relação com comida? Melhor não enrolar muito:
- Não, não sei, não tenho a mínima idéia. Que teoria é essa? – perguntei um tanto curiosa
- É meio longa, mas vou simplificar – respondeu minha querida amiga. Ainda bem, porque ambas estavam em horário de trabalho, rss. - os homens são equilibristas e tentam manter vários pratinhos em cima de sua varinha...sem quebrar nenhum deles, claro! Um pratinho quebrado é o fim de uma possibilidade de qualquer coisa no futuro, de qualquer tipo de relacionamento....por isso eles se esforçam tanto e tentam sempre nos manter por perto.
Neste ponto já tinha mais interrogações na cabeça do que uma criança de cinco anos passeando no zoológico:

- E eles não gostam de ninguém? – Poxa, o mundo é tão insensível assim?
- Aí está o xis da questão. As pessoas que eles amam nunca são um pratinho...eles não teriam coragem de colocar uma pessoa tão especial numa posição tão frágil e tão fácil de perder
Humm.. tô começando a entender. Mew, o que a Lu tá fazendo numa revista de celebridades? Ela devia estar na Nova ou fazendo palestras por aí para a ala feminina:

- Como um pratinho se quebra?
- Ele quebra depois de noites esperando o telefone tocar ou dias olhando pro computador a espera daquele e-mail que nunca chega. No entanto, a melhor forma de quebrar um pratinho é quando o equilibrista simplesmente se esquece de cuidar dele que esta lá no alto... ele simplesmente não lembra que aquele pratinho existe e quando percebe já é tarde.

A fofa e útil explicação sobre a teoria dos pratinhos me fez pensar quantas vezes fui (ainda serei?) um pratinho! Como saber se aquela mensagem fora de hora era verdadeira ou uma necessidade de te manter ainda por perto?
A teoria dos pratinhos bate de frente com a minha teoria: se não deu certo, se não gosta mais, deixe a pessoa livre pra seguir o caminho dela. Afinal, quando se gosta de alguém, você quer que a pessoa esteja sempre ao seu lado, não importa onde e nem como.

domingo, 2 de março de 2008

Capítulo 20

A modernidade me assusta cada dia mais. Já sabia há algum tempo que a Blockbuster tinha sido comprada pelas Americanas, mas ver isso na prática foi terrível. A minha locadora querida, onde toda vez que eu entrava tinha um simpático funcionário pronto pra dizer boa tarde e me lembrar que não podia tomar sorvete lá dentro. Pois bem, lá fui eu lá, decidida a alugar um filme. Ao entrar, vejo de tudo, salgadinhos, brinquedos, ovos de páscoa, calcinha, shampoo, tudo, tudo, menos os dvds. Onde colocaram os dvds??? Ah, sim, escondidos no fim da loja. As prateleiras com os dvds pra locação é pior que a arrumação de um menino de doze anos, sem sombra de dúvida. Nesse caso, a ajuda da atendente é super necessária. E lá vai a consumidora aqui toda simpática:
- Oi, tem Romeu e Julieta?
- Pra alugar ou comprar?
Humm, não tinha pensado em comprar, mas pelo preço da locação vale a pena comprar.
- Comprar.
- Pra comprar não tem. – responde rapidamente a funcionária da loja.
Se não tem pra comprar, por que raios ela perguntou?
- Pra alugar ele tá em romances.
Romances, não, não, impossível. Olhei filme por filme. Peguei filme por filme e nada de Romeu e Julieta. Achei uma latinha de Pringles no meio do caminho e era a única coisa que eu tinha certeza que ia levar. De repente a atendente passa perto de mim.
- Ei, tem certeza que está aqui, eu já procurei tudo e não acho.
- Tenho. Mas se não estiver aí procura em drama. Ou comédia.
Meu Deus, Romeu e Julieta comédia??? Onde estou??? Que saudade da velha Blockbuster onde eu perguntava tem o filme X, Y ou Z e lá ia o atendente até a prateleira correta, achava o filme e ainda era capaz de dizer se era bom ou não e indicava outros do gênero.
O meu bom senso só me permitiu dar uma conferida nos Dramas, afinal, comédia era demais pra mim. Não achei, óbvio. Fui embora sem levar nada. Ninguém falou volte sempre.

sábado, 1 de março de 2008

Capítulo 19

...faz muita falta...