quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Capítulo 342

Todo ano eleitoral é a mesma coisa. Propostas para educação, saúde, segurança pública, economia e a velha expectativa que temas sensíveis entrem nesse seleto grupo. Entre eles: o aborto. Faço parte dos que acham que a legislação não precisa mudar. Mas, ainda assim, acho sempre válido ouvir os argumentos contrários. Vejo gente justificando que as mulheres precisam ter o controle sobre seu corpo. Peraí, já não temos? Não comemoramos desde a década de 1960 o surgimento da pílula anticoncepcional que nos possibilita transar com quem quiser, quantas vezes quiser e... olha só: não engravidar?!! 

A mulher é muito dona do seu corpo, talvez não seja das suas atitudes. É, pode parecer fácil falar quando a cada dois dias uma mulher morre no Brasil em função de um aborto (dado 2013). Aí entra minha dúvida: será que não é melhor investir em educação sexual e conscientização? Não é mais fácil prevenir do que remediar? Afinal, todas as matérias que já li sobre o tema mostra o quão traumático e dolorido é o processo pra mulher. De novo, na mesma tecla: não é melhor evitar? São muitas justificativas e confesso que quando ouço algumas penso seriamente em mudar de opinião. Aí tem a lei de ação e reação. Tudo que fazemos tem uma consequência. Não dá pra atravessar a rua com o farol vermelho e reclamar de ser atropelado. Acredito que o esforço tenha que ser para que o aborto não aconteça e não em legalizá-lo. E segue a programação de olho nas propostas para educação, saúde, ....